Eu tenho 2 metades: uma de amor e outra de estranheza.
Elas se ganham e se sobrepõem.
Se perpetuam nesse ímpeto grotesco de dizimar-se uma a outra.
E nessa valsa burlesca parecem que quase tocam o céu.
E se tocam.
Se beijam.
Se proliferam no desejo de ser outrem.
De ser.
Só ser sem ser só.
E praticam o livre-arbítrio de estarem solícitas aos repentes partos de solidão.
Almejam muito mais do que meros sabores e quimeras menores.
As minhas metades sentem a dor abissal de serem apenas duas metades.
Hiperbólicas.
Hipócritas e pobres.
Fingidas. Fingem não se importar, quando, na verdade, se desejam.
Profundo e quente.
Profundamente.
Profundo e mente.
As minhas metades não querem ser só metades.
Às vezes, sim.
Sempre, não.
Elas ainda não decidiram o que vai ser de mim!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário