Enquanto eu sento, tomo esse café... frio demais, doce demais.
É... eu fico por aqui entre livros e cafés frios. Burburinhos e chiados. É onde eu me sinto menos só.
De onde eu estou sentada posso ver a vida lá fora. Assim. Assim mesmo como eu faço comigo. Deixo a vida do lado de fora. Atrás do vidro para eu possa ver.
Eu não sei ainda fazer diferente. Não ainda. Mas eu quero. Quero querer as coisas. Eu acordo todos os dias no mesmo lugar. Mas por quê? Me defino como caos. Posso parecer borboleta, mas sou o tufão que ela provoca. Se isso é ruim? Não sei. Há poucas coisas que eu sei. Disso eu sei.
Quanto barulho! Façam silêncio para minha dor!!
Por favor.
Por favor.
Por favor.
Velem a minha dor.
Me façam uma canção de amor.
Uma canção em dó.
Nessa minha incessante busca em ser alguém, eu, timidamente, me supero em ser ninguém.
Preciso mudar de ares.
Uma vodka pura, por favor.
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