Não há nada tão crível que não possa ser duvidado.
Nem o futuro, presente ou passado.
Nem o nada, nem o tudo.
O antes e o depois.
Ou até mesmo atitudes de medo, ou palavras de amor.
E se preciso for, duvidarei de mim mesmo só para saber essa dor.
Mesmo que em segredo.
E na minha bagagem carrego só uma foto, um violão e um cobertor.
Porque ainda que eu não possa olhar tua face, terei uma foto pra relembrar.
Ainda que eu não possa ouvir sua voz, terei meu violão para desafinar.
Mesmo sem o seu abraço, terei meu cobertor para o frio não me fazer sentir.
E se nem isso me bastar, eu me autorizo a sentir o que for.
Seja sensato ou não.
E somente assim eu abro mão da minha dúvida.
Me sabendo pronta para despontar minha estrela e fazer brilhar minha solitária constelação.
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